Guia do paciente / Joelho

Exercícios para o joelho: escolher, dosear e progredir

Estes exercícios gerais para adultos podem ajudar a recuperar movimento e força úteis. Escolhem-se conforme a avaliação e as suas capacidades. Não constituem diagnóstico nem programa completo após operação, luxação ou lesão recente. A ficha descarregável inclui apenas os exercícios que selecionar.

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Esta página aguarda validação. Não substitui uma consulta nem um programa adaptado à sua situação.

A quem pode servir esta página?

Propõe opções simples para discutir num joelho doloroso já avaliado, sem sinais de alerta nem restrições incompatíveis. Uma pessoa com artrose e outra a preparar o regresso aos saltos não têm as mesmas necessidades. Estes movimentos, sozinhos, não chegam para todos os objetivos.

Após operação, sutura meniscal, lesão ligamentar ou luxação, siga o programa e limites da equipa. Esta página não os substitui. As doses de adultos não devem ser aplicadas automaticamente a uma criança ou adolescente, nomeadamente com Osgood-Schlatter.

Fontes deste capítulo [1] [2] [3]

Compreender pelas imagens

Três formas de preparar movimento

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  1. Mobilidade

    Recuperar flexão e extensão toleradas.

  2. Ativação

    Trabalhar músculos com carga adequada.

  3. Função

    Preparar um gesto útil, como levantar da cadeira.

Estas categorias não obrigam a fazer todos os exercícios.

Fontes deste capítulo [4] [5]

Os movimentos, passo a passo

As fichas abaixo descrevem posição, execução, pequena dose inicial e motivos para parar. As ilustrações simplificam o gesto; as instruções escritas continuam necessárias. Escolha espaço livre e apoio estável. Se precisar de ajuda para se posicionar, peça demonstração adaptada.

Os movimentos e algumas instruções técnicas baseiam-se nas informações de Cambridge University Hospitals. A pequena dose segue a abordagem gradual de NHS Inform: serve para conhecer a reação, não para definir um programa completo de força. Uma dose mais exigente deve depois ser escolhida conforme capacidades e objetivo.

Fontes deste capítulo [4] [5] [6]

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A sua ficha de exercícios

Selecione os movimentos que gostaria de discutir com o seu fisioterapeuta. A ficha inclui as ilustrações, os passos e as precauções desta página.

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1: posição inicial. 2: movimento ou contração. O desenho simplifica o gesto; siga as instruções escritas e eventuais restrições.

Deslizar o calcanhar para dobrar o joelho

Posição inicial
Deite-se numa superfície confortável, com as pernas à frente. Mantenha o calcanhar do lado trabalhado em contacto com o apoio.
Movimento
Deslize lentamente o calcanhar na sua direção para dobrar o joelho numa amplitude confortável e volte. Não puxe fortemente com as mãos.
Para começar
Para conhecer o movimento: 2 a 3 repetições lentas, depois repouso e observação. Se a reação continuar satisfatória, acrescente 1 ou 2 repetições a cada poucos dias. A frequência ajusta-se ao programa.
Cuidados
Respeite limites de flexão prescritos após lesão ou operação. A sensação deve continuar controlável, sem procurar tocar na nádega.
Quando parar
Pare perante bloqueio, dor aguda, novo inchaço ou agravamento duradouro.

Fontes deste capítulo [4] [5]

Demonstração em vídeo a disponibilizar
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1: posição inicial. 2: movimento ou contração. O desenho simplifica o gesto; siga as instruções escritas e eventuais restrições.

Contrair suavemente o quadríceps

Posição inicial
Sente-se ou deite-se, com a perna apoiada e tão esticada quanto seja confortável.
Movimento
Contraia o músculo à frente da coxa, aproximando suavemente a parte de trás do joelho do apoio. Respire normalmente, mantenha cerca de 5 segundos e relaxe.
Para começar
Comece com 2 a 3 contrações de 5 segundos, relaxando entre elas. Aumente gradualmente as repetições se a reação for satisfatória. Resistência e séries devem ser discutidas com o fisioterapeuta.
Cuidados
Não empurre o joelho com as mãos. Respeite eventual limite de extensão e não prenda a respiração.
Quando parar
Pare perante dor aguda, cãibra persistente, bloqueio ou agravamento duradouro.

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Demonstração em vídeo a disponibilizar
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1: posição inicial. 2: movimento ou contração. O desenho simplifica o gesto; siga as instruções escritas e eventuais restrições.

Esticar o joelho sentado

Posição inicial
Sente-se numa cadeira estável, com costas apoiadas se necessário e pés no chão.
Movimento
Estique lentamente um joelho na amplitude permitida, sem lançar a perna, e baixe o pé com controlo.
Para começar
Experimente 2 a 3 repetições sem carga adicional. Se tolerar bem, aumente as repetições gradualmente. Peso no tornozelo só deve ser acrescentado após adaptação do programa.
Cuidados
Após reconstrução do LCA ou outra intervenção, pergunte amplitudes e resistências permitidas. Não tente obter extensão com movimento brusco.
Quando parar
Pare se surgir dor aguda, bloqueio, perda súbita de controlo ou novo inchaço.

Fontes deste capítulo [6] [5]

Demonstração em vídeo a disponibilizar
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1: posição inicial. 2: movimento ou contração. O desenho simplifica o gesto; siga as instruções escritas e eventuais restrições.

Levantar-se da cadeira e voltar a sentar

Posição inicial
Escolha cadeira estável, suficientemente alta, encostada a uma parede. Coloque pés a uma distância confortável e use braços da cadeira se necessário.
Movimento
Incline ligeiramente o tronco para a frente, empurre pelos pés para se levantar e sente-se lentamente. Distribua o apoio segundo as instruções recebidas.
Para começar
Comece com 2 a 3 levantamentos, com repouso. Acrescente repetições gradualmente se o joelho tolerar bem. Baixar a cadeira ou retirar ajuda das mãos já aumenta a dificuldade.
Cuidados
Não faça este exercício se o apoio não for permitido ou houver risco de queda. Pode precisar de ajuda e cadeira mais alta.
Quando parar
Pare perante cedência, tontura, dor forte ou agravamento que persiste depois da sessão.

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Demonstração em vídeo a disponibilizar

Que quantidade fazer no início?

NHS Inform propõe começar alguns movimentos novos com duas ou três repetições, acrescentando uma ou duas a cada poucos dias se a reação for satisfatória. Pode experimentar um ou dois exercícios e distribuí-los ao longo do dia. Não é necessário fazer tudo logo no primeiro dia.

Numa primeira sessão, experimente uma série curta e observe a reação antes de repetir. Para contrações mantidas, as fichas dão uma duração breve proveniente de instruções hospitalares. Frequência e número de séries de um verdadeiro programa de fortalecimento são individualizados. Mais exercícios não é automaticamente melhor.

Fontes deste capítulo [5] [6]

Que desconforto pode ser aceitável?

Um desconforto ligeiro e passageiro pode acompanhar movimento adequado. NHS Inform utiliza escala de dor para ajudar a ajustar, mas um número não exclui lesão. Neste guia não procure uma dor-alvo. Prefira movimento controlado, sem dor forte ou agravamento duradouro.

O joelho não deve estar globalmente mais doloroso na manhã seguinte por causa da sessão. Novo inchaço, coxear mais ou perda de movimento exige reduzir carga e rever a situação. Estas referências gerais não substituem restrição após operação, mesmo que o exercício pareça indolor.

Fontes deste capítulo [5]

Como progredir?

Mude uma variável de cada vez: repetições, amplitude, resistência ou dificuldade da tarefa. Dê tempo para compreender a resposta do joelho. Quando as repetições ficarem fáceis, o fisioterapeuta pode propor séries com descanso, resistência ou variante mais adequada ao objetivo.

Um programa para artrose, dor femoropatelar ou tendinopatia não progride necessariamente da mesma forma. Exercícios de força mais exigentes também precisam de recuperação suficiente. Não transforme a pequena dose inicial em instrução para fazer uma sessão pesada a cada hora.

Fontes deste capítulo [5] [7]

Como adaptar um dia mais sensível?

Pode diminuir amplitude, fazer menos repetições, usar mais apoio ou escolher movimento mais fácil. Reduza também outras cargas do dia se tiverem aumentado. Escadas, compras e desporto somam-se ao programa de exercícios.

Por exemplo, após um dia invulgar com muitas escadas, levantar da cadeira pode ser mais difícil. Experimente cadeira mais alta e série mais curta se continuar permitido e confortável. Se piorar apesar disso, peça aconselhamento em vez de procurar sempre outro exercício.

Fontes deste capítulo [5]

Quando parar e pedir avaliação?

Pare perante dor súbita, bloqueio, cedência importante, novo inchaço ou perda repentina de força. Joelho vermelho e quente com febre, apoio impossível após acidente ou perna subitamente inchada precisa de avaliação rápida. Com dor no peito ou falta de ar, ligue 112 no Luxemburgo.

Não pressione um joelho bloqueado para ganhar amplitude. A instrução de progredir não se aplica a estes sinais. Se sentir mal-estar ou dificuldade respiratória invulgar durante esforço, pare e procure ajuda adequada à situação.

Fontes deste capítulo [8] [9]

Na prática

Conhecer um exercício sem saltar etapas

  1. Experimentar pequena dose

    Dois ou três movimentos controlados, se adequados.

  2. Observar depois

    Considere sintomas e dia seguinte.

  3. Ajustar gradualmente

    Aumente uma variável ou peça adaptação.

Exemplo de progressão, não prescrição pessoal.

Fontes deste capítulo [5]

Como ligar exercícios às suas atividades?

Escolha objetivo observável: levantar-se, caminhar até uma loja ou usar escadas. Exercícios preparam capacidades, mas também é preciso retomar gradualmente a tarefa real. Mais força sentado não garante imediatamente segurança num pivô desportivo.

Discuta atividades adicionais com o profissional. Uma caminhada pode complementar força, conforme a situação. Pode registar exercício, dose, reação e uma atividade de referência. Um caderno simples basta. O objetivo é compreender mudanças, não vigiar constantemente cada sensação.

Fontes deste capítulo [1] [2]

Preparar o programa com o fisioterapeuta

Antes de escolher um exercício, confirme que compreende objetivo, amplitude e dose. Deve conseguir explicar como se posicionar, quando praticar e que reação pede adaptação. Peça demonstração se uma palavra ou desenho não for suficiente.

A ficha pode servir de lembrete após a conversa. Selecione apenas movimentos acordados e peça doses claras se o programa diferir da pequena dose inicial. Uma ficha geral não se torna prescrição individual por conter a sua seleção. Guarde também o contacto para problemas entre consultas.

Fontes deste capítulo [1] [10]

Quando reavaliar o programa?

Combine uma revisão conforme o problema tratado. Se os exercícios continuarem demasiado fáceis, podem já não corresponder ao objetivo. Se provocarem sempre agravamento, reveja dose, técnica ou diagnóstico. Falta de progresso não significa automaticamente que trabalhou mal.

O programa deve evoluir com capacidades e limitações. Após melhoria, procure rotina realista para manter atividade. Quando surgir sintoma ou lesão nova, volte à avaliação em vez de aplicar automaticamente uma ficha antiga.

Fontes deste capítulo [1] [5]

As suas perguntas

Tenho de fazer todos os exercícios?

Não. A escolha depende da avaliação e objetivo. Comece pelos movimentos adequados e acordados. Uma seleção curta, bem compreendida e revista regularmente é muitas vezes mais fácil de seguir do que uma lista longa.

Fontes deste capítulo [5]

Duas ou três repetições chegam para fortalecer?

São uma dose inicial para observar tolerância. Um programa de força requer depois carga, séries e recuperação adequadas. A dose pequena não é apresentada como tratamento completo.

Fontes deste capítulo [5]

Posso usar a ficha após operação?

Apenas para exercícios e doses validados pela equipa. Restrições de apoio e movimento têm prioridade. Sutura meniscal, reconstrução ligamentar e prótese podem exigir instruções diferentes.

Fontes deste capítulo [10] [11]

E se tiver mais desconforto no dia seguinte?

Reduza dose ou dificuldade e verifique a carga total do dia. Se o agravamento persistir, o joelho inchar ou surgir sinal novo, peça aconselhamento. Não atravesse dor forte para acabar a ficha.

Fontes deste capítulo [5]

Fontes e referências

Texto atualizado em

Revisão médica: aguarda Hasib Selimovic.

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