Esta página aguarda validação. Não substitui uma consulta nem um programa adaptado à sua situação.
Para que serve o arco?
É a curva sob a margem interna do pé. A altura varia naturalmente. Ossos, ligamentos, fáscia e músculos trabalham juntos no apoio e adaptação ao chão. Arco baixo sozinho não é doença.
Algumas pessoas sempre tiveram pés planos e andam bem. Outras notam nova mudança de forma ou capacidade. Este artigo refere sobretudo adultos com dor; não oferece tratamento pediátrico, cuja evolução e indicações diferem.
Compreender pelas imagens
Vários tecidos sustentam o arco
Maléolo interno
O tendão passa atrás desta saliência.
Tendão tibial posterior
Contribui para controlo do apoio e suporte ativo.
Arco e ligamentos
Vários tecidos participam na forma e estabilidade.
Qual é o papel do tendão tibial posterior?
Passa atrás do maléolo interno, a saliência óssea interna do tornozelo, e segue para o pé. Ajuda a controlar apoio e arco na marcha. Pode surgir dor ao longo do trajeto.
Quando a forma muda progressivamente, outros ligamentos e articulações podem participar. Reduzir tudo a um tendão seria demasiado simples. A avaliação considera flexibilidade, evolução da forma e capacidades existentes.
Fontes deste capítulo [2]
Que sintomas descrever?
Dor ou inchaço interno do tornozelo, fadiga ao andar e dificuldade de impulso são possíveis. Pode notar desgaste diferente do sapato ou arco mais baixo. Mais tarde, outras zonas, incluindo o lado externo, podem doer.
Estes sinais não confirmam lesão do tendão. Descreva início, progressão e diferenças entre pés. Não repita elevações num só pé para se diagnosticar se dói ou arrisca cair.
Porque pode mudar o arco?
Os tecidos de suporte podem perder capacidade de gerir exigências. Lesões anteriores, certas doenças e cargas podem contribuir. Nem sempre há um fator ou movimento único responsável.
Mudança de peso ou atividade pode ser relevante sem ser explicação única nem motivo de culpa. Procura-se compreender necessidades atuais e cargas modificáveis. Fotografia ou pegada molhada não basta para escolher cuidados.
Quando consultar rapidamente?
Mudança recente, sobretudo unilateral e dolorosa, exige avaliação. Início súbito após traumatismo, apoio impossível, vermelhidão marcada ou febre requerem maior rapidez.
Com diabetes, um pé recém-quente, vermelho e inchado pode ser sério com pouca dor. Limite apoio e procure orientação médica no próprio dia. Não suponha simples pé plano ou sapato inadequado.
Fontes deste capítulo [3]
Como se examina?
Avaliam-se marcha, alinhamento em carga, mobilidade e força. Procuram-se dor no tendão, flexibilidade da deformidade e estado articular. Os testes respeitam capacidades e segurança.
Radiografias em apoio podem esclarecer alinhamento. Ecografia ou ressonância podem ajudar numa questão tendinosa ou decisão específica. Nem todos precisam de todos os exames; importa se alteram os cuidados.
Calçado e suportes
Calçado confortável e estável pode facilitar a marcha. Palmilha ou ortótese mais envolvente pode apoiar e reduzir certas exigências. Por vezes é prescrita proteção temporária maior quando os tecidos estão muito dolorosos.
Estas ajudas não garantem mudança duradoura da forma. A utilidade avalia-se por conforto, marcha e pele. Peça verificação para pressão dolorosa, dormência ou irritação. Pode ser necessária adaptação gradual.
Na prática
Um arco recentemente doloroso de um lado
Identificar
Anote desde quando mudaram forma e marcha.
Apoiar
Use calçado e ajudas aconselhadas sem forçar carga.
Acompanhar
Reavalie dor, função e progressão da deformidade.
Que exercícios são adequados?
Reforço do controlo do pé e perna, equilíbrio e mobilidade adaptada podem fazer parte dos cuidados. A dose depende de dor, flexibilidade e fase do problema. Não tente manter o arco artificialmente elevado todo o dia.
Exercício de pé pode ser demasiado exigente no início e precisar de versão protegida. Elevações e tarefas numa perna não servem automaticamente a todos. O fisioterapeuta verifica resposta e ajusta com o acompanhamento médico.
Fontes deste capítulo [2]
Adaptar marcha, trabalho e desporto
Reduza temporariamente períodos longos de pé ou terrenos muito irritantes. Divida trajetos permitidos e use ajudas aconselhadas. Pode manter um percurso curto necessário e adiar passeio longo irregular.
No desporto, recupere uma exigência controlável antes de juntar duração, velocidade e mudanças de apoio. Dor cada vez mais precoce, mudança contínua de forma ou mais claudicação exige revisão. Não compense forçando marcha rígida na margem externa.
Quando discutir especialista?
Dor persistente, deformidade progressiva ou função insuficiente apesar de suportes e recuperação podem justificar especialista. Opções dependem, entre outros fatores, de pé flexível ou rígido e estado articular.
Nem todo o pé plano precisa de cirurgia. Se discutida, pergunte objetivos, riscos e limitações de apoio posteriores. Pode visar marcha mais confortável sem prometer forma perfeita ou regresso igual a todas as atividades.
As suas perguntas
É preciso tratar pé plano sem dor?
Não automaticamente. Forma antiga, estável e sem limitação pode não precisar de cuidados. Dor ou mudança recente merece avaliação.
Fontes deste capítulo [1]
Palmilhas refazem o arco?
Podem apoiar e melhorar sintomas, sem garantir mudança permanente. Função e conforto determinam utilidade.
Posso seguir conselhos para crianças?
Não como programa de tratamento. Crescimento e causas diferem de uma mudança dolorosa no adulto.
Fontes e referências
- [1] Flat feet - NHS
- [2] Uniklinik Freiburg — platvoet, met afzonderlijke uitleg voor volwassenen
- [3] Recommendations | Diabetic foot problems: prevention and management | Guidance | NICE
Texto atualizado em
Revisão médica: aguarda Hasib Selimovic.