Guia do paciente / Tornozelo e pé

Rotura do tendão de Aquiles: avaliação, proteção e recuperação

Um estalo ou sensação de pancada atrás da perna pode indicar rotura de Aquiles. É necessária avaliação rápida. Depois de confirmada, tratamento e recuperação seguem um plano individual, com ou sem cirurgia.

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O que é uma rotura?

Aquiles liga a barriga da perna ao calcanhar e transmite a força de impulso. Uma rotura interrompe parte ou a totalidade das fibras. Distingue-se da dor progressiva de tendinopatia, embora possam ter existido queixas anteriores.

A lesão ocorre frequentemente numa aceleração, salto ou mudança de apoio, mas não só em desportistas. Algumas doenças e medicamentos aumentam o risco. Um tendão antes indolor também pode romper.

Fontes deste capítulo [1]

Compreender pelas imagens

O tendão transmite o impulso

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  1. Barriga da perna

    A força muscular é transmitida ao calcanhar.

  2. Zona de rotura

    O exame verifica continuidade e função.

  3. Proteção

    A equipa médica define a posição do pé.

Interrupção simplificada das fibras, sem medir a sua lesão.

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Que sintomas podem surgir?

Pode parecer que alguém deu uma pancada atrás da perna, sem contacto real. Estalo, dor, inchaço e dificuldade em impulsionar pelo antepé podem seguir-se. A dor pode diminuir sem que o tendão esteja reparado.

Outros músculos podem permitir alguns movimentos e marcha limitada. Andar não basta como sinal tranquilizador. Não repita elevações na ponta do pé nem tente fazer um teste apertando a barriga da perna.

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O que fazer antes da avaliação?

Pare o desporto e procure avaliação médica rápida, idealmente no próprio dia. Limite o apoio e organize transporte seguro. Evite alongar a barriga da perna ou manipular o pé para o desbloquear.

Ferida aberta, pé frio ou insensível, deformidade importante ou dor incontrolável exigem cuidados urgentes. No Luxemburgo, o 112 destina-se a emergências. A leitura deste guia não deve atrasar o exame de uma possível rotura.

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Como se confirma?

O profissional avalia história, tendão, posição do pé e testes clínicos. Considera outras causas de dor da barriga da perna ou tornozelo. O estado da pele e os fatores de risco também contam.

Ecografia ou outra imagem pode ajudar na dúvida ou para obter detalhes necessários. Não é obrigatória em toda a rotura clinicamente evidente. Uma lesão antiga ou inicialmente despercebida pode exigir outra abordagem.

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Operar ou tratar sem cirurgia?

As duas opções podem ser discutidas. Sem cirurgia, a proteção mantém o pé numa posição adequada, seguida de progressão orientada. A operação aproxima as extremidades do tendão, mas também exige proteção e recuperação posteriores.

A escolha depende da lesão, tempo decorrido, saúde, atividades e riscos. Discuta nova rotura, problemas de cicatrização, infeção e exigências de cada plano. Idade ou prática de desporto não decidem sozinhas.

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Porque são precisas as regras da bota e apoio?

Bota ou gesso protege a reparação inicial. Cunhas podem ajustar a posição do pé. A carga autorizada e as mudanças de cunhas dependem do protocolo: alguns permitem apoio protegido precoce, outros impõem mais restrições.

Peça instruções escritas para marcha, sono, higiene e eventual remoção da bota. Não retire uma cunha nem alongue mais porque outra pessoa já o faz. Comunique quedas ou movimentos inesperados segundo as instruções da equipa.

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O que vigiar durante a proteção?

Contacte rapidamente a equipa se a bota causa dor importante, ferida, dedos dormentes ou alteração de cor. Após cirurgia, vermelhidão que se espalha, secreção, febre ou dor crescente na ferida precisam de orientação médica.

A imobilização aumenta o risco de coágulo. Uma barriga da perna recentemente inchada e dolorosa exige avaliação rápida. Com falta de ar, dor no peito ou mal-estar, ligue 112. Cumpra a prevenção prescrita; este guia não define necessidade nem dose de medicamentos.

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Na prática

Etapas sob controlo médico

  1. Avaliar

    Confirmar a lesão e discutir o tratamento.

  2. Proteger

    Respeitar bota, cunhas e regras de apoio.

  3. Reconstruir

    Recuperar gradualmente marcha, força e gestos desportivos.

Calendário, apoio e amplitudes são individuais.

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Qual é o papel da recuperação?

A fisioterapia respeita os limites da equipa médica. Inicialmente pode ajudar com canadianas, deslocações seguras e atividades permitidas. Mobilidade do tornozelo e força da barriga da perna começam na fase prevista, com amplitude controlada.

Depois reconstroem-se marcha, força, equilíbrio e impulso. O tendão pode continuar vulnerável com pouca dor. A dor sozinha não autoriza alongar ou saltar. Os exercícios gerais do site não substituem o protocolo individual.

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Trabalho, transporte e casa

Prepare escadas, transporte de objetos e higiene antes de ficar sozinho com canadianas. Uma mala leve e organizar tarefas num só piso podem ajudar, conforme as capacidades. Evite cargas que impeçam o uso correto dos apoios.

O regresso ao trabalho depende de trajetos, tempo de pé e adaptações. Conduzir com bota ou sem capacidade de travagem de emergência é inseguro. Peça orientação para o lado lesionado, veículo e protocolo.

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Como se decide o regresso ao desporto?

A recuperação decorre durante meses, e a força pode voltar mais lentamente do que a marcha. Corrida, saltos e mudanças de direção dependem de etapas funcionais e acordo da equipa. Nenhum prazo online garante que o tendão esteja pronto.

Reavalie força, impulso e reação ao esforço. Um novo estalo ou perda súbita de função exige avaliação rápida. O acompanhamento ajuda a ajustar a progressão sem prometer o mesmo resultado a todas as pessoas.

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As suas perguntas

Posso ter rotura mesmo caminhando?

Sim. Outros músculos podem permitir marcha limitada. Perda de impulso após estalo exige exame rápido.

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A cirurgia é obrigatória para voltar ao desporto?

Nem sempre. A escolha depende da lesão, atividades, saúde e benefícios e riscos discutidos com a equipa.

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Posso tirar a bota à noite?

Apenas segundo o protocolo. Peça regras escritas para sono, higiene, cunhas e deslocações. Variam com a fase do tratamento.

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Quando posso alongar a barriga da perna?

No momento e amplitude autorizados. Alongar cedo demais pode comprometer a proteção. Não ter dor não basta para permitir.

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Fontes e referências

Texto atualizado em

Revisão médica: aguarda Hasib Selimovic.

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